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Poucos gestores de viagens corporativas param para pensar de onde vem, tecnicamente, a tarifa que aparece na tela na hora de comprar uma passagem. Mas essa origem importa: GDS, NDC e canais diretos são formas distintas de distribuição, com regras, custos e disponibilidade próprios — e a fonte usada afeta diretamente o preço final.

Neste artigo, explicamos de forma prática o que é cada canal, por que companhias aéreas têm investido em NDC nos últimos anos e o que isso significa para quem compra viagens corporativas todos os dias.

O que é GDS

GDS (Global Distribution System) é a infraestrutura tradicional que conecta agências de viagens a companhias aéreas, hotéis e locadoras. Sistemas como Amadeus, Sabre e Travelport existem há décadas e continuam sendo a espinha dorsal de boa parte da distribuição de viagens no mundo, especialmente no segmento corporativo.

O que é NDC e por que ele mudou o jogo

NDC (New Distribution Capability) é um padrão criado pela IATA para permitir que companhias aéreas distribuam suas tarifas de forma mais rica e direta, sem passar necessariamente pelos formatos tradicionais do GDS. Na prática, isso permite que a companhia ofereça tarifas exclusivas, pacotes com assento e bagagem incluídos, ou condições que simplesmente não existem no canal GDS tradicional.

Para quem compra viagens corporativas, isso significa que a mesma rota pode ter preços e condições diferentes dependendo se a busca considera apenas GDS ou também NDC.

Canais diretos e ofertas exclusivas

Além de GDS e NDC, muitas companhias aéreas e redes hoteleiras oferecem tarifas exclusivas em seus próprios canais diretos, muitas vezes não replicadas em nenhum sistema de distribuição. Uma plataforma que não integra esses canais diretos perde acesso a uma fatia relevante das melhores ofertas do mercado.

Por que isso importa na hora de escolher uma plataforma

  • Plataformas que integram só GDS perdem tarifas exclusivas de NDC
  • Plataformas que integram só NDC de algumas companhias perdem cobertura de outras
  • A combinação de múltiplas fontes é o que garante comparação real de mercado
  • Integrações amplas, com 150+ fontes, tendem a capturar mais oportunidades de economia

O desafio técnico de unir tudo numa tela só

Cada fonte tem seu próprio formato de dados, sua própria forma de calcular disponibilidade e suas próprias regras de tarifa. Unir GDS, NDC e canais diretos numa única tela de comparação exige uma camada de normalização sofisticada — é justamente esse trabalho técnico que diferencia uma travel tech madura de uma simples interface de busca.

O que isso significa na prática para o viajante e o gestor

Para o viajante, a diversidade de fontes se traduz em mais opções e potencialmente melhores condições, como assento e bagagem já incluídos. Para o gestor de viagens, significa que a escolha da plataforma de gestão determina, de forma direta, quanto da oferta real do mercado a empresa consegue enxergar a cada busca.

Perguntas frequentes

NDC é mais barato que GDS?

Não necessariamente sempre, mas frequentemente oferece condições ou pacotes exclusivos que podem representar melhor custo-benefício, dependendo da rota e da companhia.

Uma empresa precisa entender de NDC para comprar viagens?

Não precisa entender tecnicamente, mas vale saber se a plataforma usada integra esse tipo de fonte, pois isso afeta a amplitude da comparação de preços.

É possível comparar GDS e NDC na mesma busca?

Sim, plataformas de marketplace modernas normalizam essas fontes diferentes e apresentam tudo junto numa única tela de comparação.

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