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Sustentabilidade em viagens corporativas virou pauta recorrente em relatórios de ESG, mas muitas empresas pulam a etapa mais importante: medir com precisão o que realmente está sendo emitido antes de anunciar metas ou comprar créditos de compensação. Sem dado confiável, qualquer meta vira promessa vazia.

Este artigo trata de como estruturar a medição de emissões de viagens corporativas de forma realista, usando os dados que já existem em uma boa plataforma de gestão de viagens corporativas, antes de avançar para compensação ou redução de escopo.

Por que medir antes de compensar

Comprar créditos de carbono sem saber exatamente quanto a empresa emite é como pagar uma conta sem conferir o valor. Além do risco reputacional de divulgar números pouco confiáveis, a empresa perde a chance de identificar reduções reais e mais baratas antes de recorrer à compensação.

Medir primeiro também permite priorizar: algumas rotas ou padrões de viagem concentram a maior parte da emissão, e atacar esses pontos costuma custar menos do que compensar tudo indiscriminadamente.

Dados necessários para uma medição confiável

  • Distância e tipo de aeronave por trecho voado.
  • Classe de viagem, já que classes superiores têm fator de emissão maior por passageiro.
  • Ocupação média da rota, quando disponível pela fonte de dados.
  • Volume de viagens terrestres e hospedagem, incluídos no escopo de medição quando relevante.

Onde a travel tech ajuda nessa medição

Plataformas de gestão de viagens corporativas que centralizam a compra têm acesso direto a esses dados de trecho e classe, o que evita depender de estimativas genéricas por quilômetro. Quanto mais completa a base de reservas, mais confiável fica o cálculo de emissões.

Isso reforça um argumento a mais para centralizar a compra em um canal único: além do controle financeiro, a empresa ganha uma base de dados única para relatórios ambientais.

Reduzindo emissão antes de compensar

  • Avalie substituir reuniões presenciais recorrentes por videoconferência quando o ganho de presença for baixo.
  • Priorize voos diretos quando o custo adicional for pequeno frente à redução de emissão por conexões.
  • Reavalie a política de classe de viagem em trechos longos, equilibrando produtividade e impacto.
  • Consolide viagens de múltiplos compromissos na mesma região em uma única ida.

Como comunicar isso internamente e a clientes

Relatórios com dados reais, mesmo que mostrem números modestos de redução no início, tendem a ser mais bem recebidos do que metas ambiciosas sem lastro de medição. Transparência sobre o método de cálculo evita questionamentos futuros sobre a seriedade do compromisso.

O papel da Uniglobe Pro nesse processo

Como a Uniglobe Pro concentra o histórico de reservas de aéreo, hospedagem e transporte em uma única plataforma, essa base de dados pode servir de ponto de partida para a empresa estruturar sua própria medição de emissões antes de qualquer decisão de compensação.

Perguntas frequentes

É obrigatório medir emissões de viagens corporativas?

Não é obrigatório para todas as empresas, mas é uma prática cada vez mais exigida em relatórios de ESG e em processos de compras de grandes clientes.

Comprar crédito de carbono já resolve o problema?

Compensação sem medição confiável tem valor limitado; medir primeiro permite reduzir emissões reais antes de compensar o restante.

Voos diretos emitem menos que voos com conexão?

Em geral sim, porque decolagem e pouso concentram parte relevante da emissão total do trecho.

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