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Negociar um acordo corporativo com uma companhia aérea ou uma rede hoteleira costuma ser tratado como um evento anual isolado, quando na verdade deveria ser um processo contínuo alimentado por dados de todo o ano. Empresas que chegam à mesa de negociação com histórico de consumo bem organizado conseguem descontos mais realistas e condições mais alinhadas ao seu perfil de viagem.

Este artigo detalha como preparar essa negociação, quais dados pesam mais e como uma agência de viagens corporativas com boa base tecnológica pode fortalecer a posição da empresa nessa conversa.

O que levar para a mesa de negociação

  • Volume anual de viagens por rota e por fornecedor, com série histórica de pelo menos 12 meses.
  • Ticket médio pago e comparação com a tarifa pública média do período.
  • Sazonalidade do consumo, mostrando picos e vales ao longo do ano.
  • Taxa de cancelamento e remarcação, que impacta o custo real para o fornecedor.
  • Projeção de crescimento de volume para o próximo ciclo, com base em plano de expansão da empresa.

Erros comuns ao negociar com companhias aéreas

Um erro frequente é negociar desconto percentual sobre tarifa pública sem considerar que a companhia pode ajustar a própria tarifa de referência ao longo do contrato, neutralizando o benefício. Outro erro é concentrar toda a negociação em uma única rota de maior volume e ignorar rotas secundárias que, somadas, também pesam no orçamento.

Vale também evitar compromissos de volume mínimo sem cláusula de revisão, especialmente em setores com sazonalidade forte ou exposição a ciclos econômicos.

Negociando com redes hoteleiras

  • Peça tarifa corporativa fixa por categoria de hotel, não apenas desconto variável.
  • Negocie política de cancelamento flexível para viagens de última hora, comum em operações comerciais.
  • Avalie benefícios operacionais, como check-in facilitado e Wi-Fi incluso, que reduzem atrito do viajante.
  • Considere acordos regionais além dos acordos com grandes redes, especialmente em cidades secundárias.

O papel dos dados da plataforma de viagens

Uma plataforma de gestão de viagens corporativas com histórico completo de reservas facilita muito essa preparação, porque elimina o trabalho manual de consolidar planilhas de diferentes fontes. Os relatórios de gasto por fornecedor, rota e período tornam a proposta de negociação mais objetiva e menos dependente de estimativa.

Acompanhando o acordo depois de assinado

  • Monitore mensalmente se as tarifas praticadas refletem o desconto acordado.
  • Compare o desempenho do acordo com tarifas de mercado via marketplace, para garantir que a vantagem continua real.
  • Registre reclamações operacionais recorrentes para levar à revisão do contrato.
  • Avalie o acordo formalmente a cada seis ou doze meses, não apenas na renovação.

Como a Uniglobe Pro apoia esse processo

A Uniglobe Pro fornece o histórico de consumo organizado e comparações em tempo real via marketplace, o que ajuda a empresa a chegar à negociação com argumentos concretos em vez de percepções soltas sobre preço.

Perguntas frequentes

Toda empresa consegue negociar acordo direto com companhias aéreas?

Depende do volume, mas mesmo empresas menores podem obter condições melhores agrupando dados e negociando via agência de viagens corporativas.

Vale a pena negociar acordo sem esse volume de dados histórico?

É possível, mas o resultado tende a ser menos vantajoso; dados aumentam o poder de argumentação.

Com que frequência revisar um acordo assinado?

O ideal é acompanhar mensalmente o cumprimento e revisar formalmente a cada seis a doze meses.

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