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Boa parte do atrito entre empresas e fornecedores de viagens corporativas nasce de um problema simples: nomes diferentes para taxas parecidas, cobradas de formas distintas, sem clareza sobre o que compõe o preço final. O resultado é uma fatura mensal cheia de linhas que ninguém sabe explicar com precisão.

Este artigo funciona como um glossário prático das taxas mais comuns em contratos de gestão de viagens corporativas, para ajudar o time de compras a identificar exatamente o que está pagando — e a negociar com mais informação.

Markup na tarifa

É a margem adicionada sobre o valor original do fornecedor (companhia aérea, hotel, locadora) antes de a tarifa chegar até a empresa. Em muitos modelos, esse markup não é discriminado separadamente — ele já vem embutido no preço final exibido, dificultando a comparação real com o valor de mercado.

Taxa de emissão (service fee)

Cobrada por cada bilhete ou reserva emitida, independentemente do valor da tarifa. Costuma variar conforme o canal usado — emissão online versus emissão por atendimento humano, por exemplo — e nem sempre é informada de forma clara antes da compra.

Taxa de remarcação e cancelamento

Além da eventual multa cobrada pelo próprio fornecedor (companhia aérea ou hotel), a agência ou plataforma pode cobrar uma taxa adicional de serviço para processar a remarcação ou o cancelamento. Esse valor costuma ser um dos mais mal compreendidos pelos viajantes.

Outras taxas comuns no glossário

  • Taxa de emissão fora do horário comercial ou em regime de plantão
  • Taxa de atendimento telefônico versus atendimento self-service
  • Taxa de câmbio aplicada em compras internacionais
  • Taxa por relatório customizado fora do padrão da plataforma
  • Taxa de integração com sistemas de despesas ou ERP

Como identificar taxas escondidas antes de assinar contrato

  • Peça a tabela completa de taxas por tipo de transação, por escrito
  • Pergunte explicitamente se existe markup embutido na tarifa exibida
  • Simule cenários de remarcação e cancelamento antes de fechar contrato
  • Compare o modelo de cobrança com alternativas de preço fixo por usuário, sem taxa de transação

Por que modelos de preço fixo reduzem esse tipo de risco

Modelos de cobrança baseados em preço fixo por usuário ativo, sem taxa de transação — como o praticado pela Uniglobe Pro — eliminam boa parte da complexidade desse glossário, porque o custo da plataforma não varia conforme o número de emissões, remarcações ou cancelamentos realizados pelo time.

Perguntas frequentes

Toda plataforma de viagens cobra markup na tarifa?

Não. Alguns modelos, especialmente os de preço fixo por usuário, não dependem de markup embutido, o que facilita a comparação com o preço original do fornecedor.

É possível negociar a eliminação de taxas de remarcação?

Em alguns contratos sim, especialmente quando o volume de viagens da empresa é significativo. Vale sempre negociar isso explicitamente antes de assinar.

Como evitar surpresas na fatura mensal de viagens?

Exigindo a tabela completa de taxas por escrito antes da contratação e optando, quando possível, por modelos de preço fixo sem taxa de transação.

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