A gestão de viagens corporativas está no meio de uma virada. A Band publicou uma análise sobre como inteligência artificial e marketplace estão mudando o setor — e a Uniglobe Pro aparece na reportagem como a primeira agência de viagens corporativas a apostar no modelo multiagência, operando sobre a tecnologia da travel tech Loupit.
O ponto central da matéria é simples e desconfortável para muita gente: durante anos, as empresas compararam agências olhando para a taxa de serviço. Só que a taxa é uma parcela pequena do orçamento. O que realmente pesa é o custo total da viagem — passagem, hotel, locação, transfer — e é exatamente nessa parcela maior que o marketplace de viagens corporativas passa a trazer concorrência.
A formiga de 1% e o elefante de 99%: por que olhar só para o fee engana
O exemplo usado na reportagem ajuda a visualizar o problema. Se a taxa de serviço representa cerca de 1% do gasto de uma viagem, os outros 99% estão concentrados nas passagens, hotéis e demais serviços. Uma agência com fee mais baixo pode apresentar um aéreo ou uma diária mais cara que o da concorrente — e a economia na taxa desaparece na primeira comparação de custo total.
A metáfora da matéria resume bem: enquanto todo mundo olhava uma pequena formiga, um elefante passava ao fundo. A formiga é o fee. O elefante é o custo da viagem. Isso não significa que a taxa seja irrelevante — ela faz parte do custo —, mas a questão é proporcionalidade: uma economia de poucos reais na taxa pode ser anulada por uma diferença muito maior na passagem ou na hospedagem.
O setor já viveu uma ruptura parecida — e o fee foi a resposta da vez
No início dos anos 2000, parte relevante da remuneração das agências ainda vinha das comissões pagas pelas companhias aéreas. Com a redução e depois a eliminação dessas comissões em diferentes mercados, o setor precisou reinventar seu modelo econômico — e o transaction fee ganhou espaço: cada emissão, alteração e cancelamento passou a ser cobrado diretamente da empresa.
Mais de duas décadas depois, as travel techs provocam uma nova discussão. Em vez de vincular toda a remuneração a cada transação, plataformas com cobrança estilo software — preço fixo por usuário ativo ou assinatura — tratam a tecnologia como infraestrutura e permitem analisar o custo da viagem separadamente da remuneração do fornecedor de gestão.
Marketplace: a concorrência passa a alcançar 100% da viagem
É aqui que o modelo multiagência muda a lógica econômica. No modelo tradicional, a empresa escolhe uma única agência e passa a consumir majoritariamente as tarifas e condições daquela operação — a disputa acontece quando o contrato é fechado e o valor negociado é o fee.
No marketplace de viagens corporativas, diferentes agências homologadas operam dentro da mesma plataforma e disputam cada transação: a mesma solicitação pode apresentar preços, disponibilidades e condições comerciais distintas. Uma agência pode ter fee menor; outra, a passagem mais barata; uma terceira, melhor condição de pagamento. O cliente deixa de comparar a taxa cobrada e passa a comparar o custo final da viagem — a concorrência alcança potencialmente 100% do valor da transação, mantendo política de viagens, aprovações e dados centralizados.
A reportagem destaca que a Uniglobe Pro foi a primeira agência de viagens corporativas a apostar nesse formato e que o modelo não elimina a agência única: o cliente pode escolher operar em qualquer uma das estruturas, mantendo governança e atendimento em ambos os casos.
A inteligência artificial entra na gestão de viagens
A transformação não está restrita ao modelo comercial. A inteligência artificial começa a ser usada para comparar tarifas, identificar oportunidades de economia, acompanhar bilhetes não utilizados, analisar despesas, detectar desvios e verificar aderência às políticas corporativas — tarefas que antes consumiam horas de planilha e relatórios manuais.
Ela também muda a forma como o gestor conversa com os próprios dados. Perguntas que antes exigiam extrair relatórios passam a ser feitas em linguagem natural:
- Quanto o departamento comercial gastou com viagens neste mês?
- Existem bilhetes aéreos ainda não utilizados?
- Quais viagens ficaram fora da política?
- Qual foi o custo médio das passagens para determinada rota?
- Qual é a opção mais econômica para viajar amanhã?
ChatGPT, Claude e Gemini como interface da gestão
Outro ponto da matéria: a integração permite que informações de viagens sejam consultadas por meio de ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini. A inteligência artificial funciona como uma camada de interação entre o colaborador e os sistemas corporativos — o usuário usa a ferramenta com a qual já está familiarizado para consultar dados, pedir relatórios e verificar políticas.
Na Uniglobe Pro, essa camada já é realidade: a integração com IA conecta os principais assistentes à plataforma de gestão de viagens e despesas, com controles de segurança para que cada consulta respeite as permissões e a política da empresa.
Viagem e despesa passam a fazer parte do mesmo fluxo
Historicamente, reserva e prestação de contas eram processos separados. O novo modelo conecta solicitação, aprovação, política, despesas, reembolsos e relatórios no mesmo ambiente, com integrações a sistemas de RH, ERP, financeiro e cartão corporativo. Centro de custo, projeto e regras de aprovação acompanham a viagem desde o pedido até a prestação de contas.
Para o time de compras e financeiro, isso elimina uma das maiores fontes de atrito do programa: a reconciliação manual entre o que foi reservado, o que foi gasto e o que foi reembolsado.
Tecnologia não elimina o atendimento humano
Mesmo com automação e inteligência artificial, viagens corporativas continuam gerando situações que exigem intervenção humana: cancelamentos, alterações de última hora, problemas internacionais e emergências. A proposta do novo modelo não é substituir a agência pela tecnologia, e sim combinar tecnologia, atendimento, concorrência e dados.
Na Uniglobe Pro, o plantão emergencial funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, com consultor da própria equipe, histórico do viajante na tela e SLA de primeira resposta em minutos — da reemissão de passagem e nova conexão ao hotel de última hora e mobilidade do viajante. A competitividade comercial e a continuidade do atendimento deixam de depender do mesmo ponto único.
O que isso significa para quem compra viagens
A pergunta da empresa compradora muda. Deixa de ser 'quanto a agência cobra para emitir?' e passa a ser 'quanto estamos pagando pela viagem inteira — e como garantir que esse valor seja competitivo?'. É essa mudança de pergunta que a combinação de marketplace, inteligência artificial e novo modelo de cobrança torna possível responder todos os dias, em cada compra.
A Uniglobe Pro reúne as peças desse novo modelo em um só lugar: integração ao marketplace de viagens corporativas com comparação instantânea entre agências, inteligência artificial aplicada à gestão e relatórios por conversa, preço fixo por usuário ativo sem taxa de transação e plano gratuito para até 25 usuários ativos, além do atendimento humanizado 24x7.
Fonte: Band — Inteligência artificial e marketplace mudam gestão de viagens corporativas
Perguntas frequentes
O que é um marketplace de viagens corporativas?
É um modelo em que diferentes agências de viagens corporativas homologadas operam dentro da mesma plataforma e apresentam ofertas para a mesma solicitação, permitindo que a empresa compare preço, disponibilidade e condições antes de concluir cada compra, com política, aprovações e dados centralizados.
Por que o fee da agência não representa o custo total da viagem?
Porque a taxa de serviço é uma parcela pequena do orçamento — na ilustração da reportagem, cerca de 1%. Os 99% restantes estão nas passagens, hotéis e demais serviços. Uma agência com fee menor pode ter tarifas mais caras, e a economia na taxa é anulada pela diferença no custo total.
Como a inteligência artificial ajuda na gestão de viagens?
A IA compara tarifas, identifica oportunidades de economia, acompanha bilhetes não utilizados, analisa despesas, detecta desvios e verifica aderência à política corporativa. Também permite consultar relatórios e dados de viagem por conversa, em linguagem natural, em vez de depender de planilhas e relatórios manuais.
É possível consultar as viagens da empresa pelo ChatGPT, Claude ou Gemini?
Sim. Com a integração da Uniglobe Pro, esses assistentes funcionam como camada de interação com a plataforma: o colaborador consulta dados, pede relatórios e verifica políticas usando a ferramenta de IA com a qual já está familiarizado, com controles de segurança e permissões da empresa.
O marketplace elimina o modelo tradicional de agência única?
Não. Os dois formatos coexistem: a empresa pode optar por uma relação exclusiva com uma agência ou por um ambiente multiagência, mantendo em ambos a política de viagens, as aprovações, os dados dos viajantes e o suporte emergencial 24x7. A diferença é a possibilidade de adicionar concorrência à própria compra.















